Precisamos prender mais

No Brasil, a pessoa de bem é a vítima perfeita: indefesa e submetida à tirania do crime organizado. Em 2017, mais de 60 mil pessoas foram mortas de forma violenta no país. Mais de 1 milhão são roubadas por ano. Porém, entre assaltantes e homicidas, nem 5% dos criminosos violentos são levados à Justiça. E se a chance de serem capturados é mínima, a perspectiva de permanecerem presos é menor ainda. Isso nos leva a uma conclusão assustadora: no Brasil, praticar o crime compensa.

Mas há algo que deve nos deixar tão indignados quanto o triunfo da criminalidade: as narrativas mentirosas da esquerda e da velha política sobre a segurança. Com base em dados manipulados e fartos recursos, tentam enganar a população. Dizem, por exemplo, que o Brasil promove encarceramento em massa.

Precisamos repor a verdade: o critério internacional para avaliar o número de presos considera apenas aqueles em regime fechado ou provisórios, aguardando julgamento. Por esse padrão, ocupamos a 60a posição no ranking mundial, ficando em 8o lugar na América Latina. Nossa média, aliás, é muito próxima da europeia – na faixa de 200 detentos a cada 100 mil habitantes.

O Brasil é líder isolado em número de homicídios, e apenas 5% dos casos são solucionados. Logo, sem dificuldades, percebemos que a polícia deveria prender muito mais. Só de mandados em aberto – aguardando cumprimento –, o Brasil registra mais de meio milhão. Temos um sistema permissivo de progressão de regime, fugas durante saídas nas datas comemorativas e perdão coletivo das penas com o indulto de Natal. O portão da cadeia se assemelha a uma porta giratória, de onde se sai com extrema facilidade.

Qual a finalidade de desinformar a população e de sustentar que o país tem presos demais e agride os direitos humanos? É claro: fazer com que se prendam menos, que leis mais brandas sejam aprovadas e que haja redução de pena. Na prática, isso significa impunidade e mais bandido na rua.

Não é isso que queremos para o Brasil! A população quer criminoso na cadeia e gente de bem protegida. Dos corruptos da Lava Jato ao ladrão da esquina, não deve haver tolerância para bandidos. Neste ano, é vital que líderes comprometidos com a segurança pública sejam eleitos – aqueles que entendem que criminosos não são vítimas da sociedade, e sim o contrário.