Partidos e sociedade

Um dos alicerces da democracia é a representatividade política através dos partidos políticos. Estes representam os vários espectros, as linhas ideológicas, como pensa o povo brasileiro.

Nos últimos anos, no entanto, este objetivo não vem sendo alcançado. Os partidos políticos praticamente se divorciaram dos clamores do que querem todos nós. Sua representatividade caiu a zero e muitos deles se tornaram apenas instrumentos de barganha junto aos que detém o poder. Cargos, recursos, esferas de influência, tudo vem sendo usado na espúria relação entre os partidos, o Legislativo, e o poder de ocasião, o Executivo.

São mais de 30 partidos, reunindo os mais diversos interesses, e não espectros ideológicos. Estes até existem, mas acabam tendo pouca reverberação no árido planalto de Brasília. É o divórcio total entre a representatividade política e a sociedade.

E isso se reflete na lentidão das decisões que devem ser tomadas, num estranho fenômeno que uns chamam de “governo de coalizão, ou de cooptação”, neste estranho “capitalismo cartorial e de compadrio”, que cisma em se manter no País. Isso inibe mudanças, reduz a transparência nas ações políticas e junto ao Estado.

Uma novidade neste “deserto” pode ser o Partido Novo. Arejado e em canal direto e estreito com a sociedade já se torna uma grata surpresa. Seu líder, profissional de mercado, este sim um típico outsider no bom sentido, sem vícios e conchavos com o circo político de Brasília. Um dos seus critérios, um processo seletivo rigoroso para escolher seus representantes.

Eu já ingressei no partido. Convido outros para fazerem o mesmo. Estamos todos juntos nesta reconstrução e restabelecer os critérios éticos a um partido já é um primeiro e importante passo. Gustavo Franco formulando o programa de governo já é um ótimo sinal.